Nº Páginas: 192
Sinopse:
Condenação do fariseísmo social e da cegueira políticapatentes num dado instante (aliás temporal) da vidaportuguesa (em que Lisboa aparece tão literalmenteidentificada como Pôncio Pilatos no Credo), a peça JesusCristo em Lisboa surge também como um Auto de Fé,com todos os respectivos ingredientes da acusação, dojuízo e da sanção mortal — episódio do grande teatro domundo. Nem lhe falta a moralidade conclusiva, amensagem, por isso que, auto, é também moralidade,como se na peça se reunissem os dados peculiares a umauto sacramental de apologia do Amor. E, todavia, talvezescandalizados com a peça, continuaremos a crucificarJesus com os pregos dos nossos pecados… Diremos então que, não sendo um discurso racionalista, oudialéctico, ele aduz uma doutrina, como se a tragicomédiafosse algo que está para além do teatro, mas antes buscare-situar o querigma primeiro, a boa nova da alegria, naescuridão das trevas. Nem lhe falta a chave de ouro domaior dos mistérios: “Amai-vos uns aos outros” (SétimoQuadro). João (15, 12) acrescentara, para haver modelo dereferência: “como Eu vos amei”.
Autor
Raul Brandão
Edição
Out 2007
Nº Páginas
192
Temática
Arte, Arquitetura e Design
Idioma
Português
Dimensões
15,1 x 23,0 x 1,3cm
Tipo de Capa
Capa Mole


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